segunda-feira, 16 de abril de 2012

Ibitiara Esporte Clube realiza festa em comemoração a um ano de Fundação e Titulo da Copa São José 2012

 Ibitiara Esporte Clube, neste ato simplesmente designado de I.E.C, com sede e foro nesta cidade de Potengi  no Estado do Ceará  é uma Pessoa Jurídica de Direito Privado, constituído por tempo indeterminado, sem fins econômicos, sem cunho político ou partidário,  constituído para difundir e aperfeiçoar a prática esportivas  e outras modalidades amadoras, programar festividades, como festivais e torneios esportivos. A iniciativa de fundar um clube de esportes partiu de alguns jovens da comunidade potengiense com a ideia de aperfeiçoar as praticas desportistas amadoras do município. O clube está organizado com ata, estatuto, regimento interno, uma diretoria de 18 integrantes sendo 13 na diretoria executiva e 5 no conselho fiscal, todo o processo de organização se deu por meio de assembleia geral para fundação do clube no dia 05 de Março de 2011 na sede da federação das entidades comunitárias do município de Potengi.



"Dia 05 de março data em que foi fundado a Associação Ibitiara Esporte Clube"  portanto data OFICIAL!!!



PARABÉNS



  Neste Sábado dia 14 de Abril todos atletas e Amigos se reuniram para festejar esta data que será lembrada para toda vida Esportiva Potengiense. Estávamos também comemorando a consagração do Título da Copa São José de Futebol de Campo edição 2012, lembrando também que em seu primeiro ano de vida já foi Vice-Campeão  do Campeonato Municipal de 2011...



Edson Veriato e Prefeito Dr. Samuel
"PARABÉNS  A  TODOS  QUE  SEMPRE  NOS  APOIARAM  E  AOS  QUE  SEMPRE  NOS CRITICARAM  SE  HOJE  SOMOS  O  QUE  SOMOS  SE  DEVE  A  TODOS"





Confira as Fotos :

Ibitiara Esporte Clube


Dalmir Zuza














Bebe e Reg
Técnico Arclebio e sua esposa Cibele


terça-feira, 10 de abril de 2012

As nossas exigências à FIFA

Campanha incentiva alistamento eleitoral dos jovens

A Justiça Eleitoral iniciou uma campanha de esclarecimento para incentivar os eleitores de 16 a 18 anos a tirar o título e exercer o direito ao voto. Até os 18 anos o voto é facultativo e quem tem 15 anos, mas fará 16 até o dia da eleição, 7 de outubro, também poderá pedir o documento para votar pela primeira vez.




Para tirar o título de eleitor, basta procurar um cartório eleitoral com um documento de identidade com foto e comprovante de residência, não é necessário o pagamento de taxas, o título é gratuito. O cadastramento eleitoral é realizado até o dia 9 de maio.
Atualização dos dados
Uma outra campanha será veiculada com o objetivo de conscientizar os eleitores para que não deixem para a última hora a atualização de seu cadastro eleitoral.
Os eleitores de mais de 5,5 mil municípios brasileiros que irão eleger novos prefeitos, vice-prefeitos e vereadores em outubro deste ano têm até o dia 9 de maio para regularizar a situação de seu título eleitoral.
O prazo é determinado pela Lei 9.504/97, que prevê o fechamento do cadastro eleitoral com 150 dias de antecedência da eleição.
Eleitores com deficiência
O dia 9 de maio também é o prazo final para o eleitor com deficiência ou mobilidade reduzida solicitar sua transferência para uma seção eleitoral especial.

No Ceará, projeto capacita jovens em empreendedorismo em agricultura urbana

Jovens das áreas urbanas dos municípios de Pentecoste e Apuiarés, no Ceará, estado da região Nordeste brasileira, serão capacitados em agricultura com o objetivo de gerar emprego e renda.




A iniciativa é da Agência de Desenvolvimento Econômico Local (Adel) através do projeto Empreendedorismo em Agricultura Urbana.
Durante um ano, 80 jovens de 16 a 30 anos de idade, moradores das áreas urbanas dos dois municípios cearenses, receberão formações e assessorias voltadas para a produção de hortaliças. A iniciativa é financiada pelo Fundo de Juventude do Programa das Nações Unidas de Assentamentos Urbanos (ONU-Habitat) e conta com apoio da Escola Profissionalizante de Pentecoste e com as Prefeituras das duas cidades.
A ação começará em abril com o curso "Empreendedorismo em Agricultura Urbana” ministrado em parceira com a Escola Profissionalizante de Pentecoste. Wagner Gomes, diretor-executivo da Adel, explica que a intenção é "fortalecer a agricultura urbana”. Além disso, trabalharão com os jovens para garantir emprego e renda através da produção agrícola. "Vamos aproveitar os quintais das casas. Um mapeamento mostrou que os quintais são grandes, mas subutilizados”, afirma.
A iniciativa ainda pretende trabalhar a troca de experiências e saberes entre os jovens e a formação para que eles sejam sujeitos na transformação das comunidades em que vivem.
"Muitos desses jovens vieram do êxodo rural, moram na periferia desses municípios. O projeto trabalha com a geração de renda e a inserção desses jovens como atores do desenvolvimento das comunidades. A expectativa é que eles sejam futuras lideranças e agentes de transformação”, comenta.
Durante o projeto, os/as integrantes da iniciativa terão formações técnicas - como manejo do solo, cultivo de hortaliças e produção de defensivos naturais – e participarão de fóruns e intercâmbios sobre o assunto, além de assessoria técnica e familiar.
De acordo com Wagner, os/as participantes ainda serão acompanhados pela Adel através de outros projetos e programas de apoio ao empreendedorismo. A ideia é que eles/as também contem com o apoio do Fundo de Apoio ao Empreendedorismo (FAE) da Agência para a implantação de Unidades Produtivas de Agricultura Urbana.
Outros projetos
A Agência de Desenvolvimento Econômico Local (Adel) ainda possui outros projetos e programas voltados ao empreendedorismo e desenvolvimento local através da agricultura familiar. São exemplos de programas da Agência: Josué de Castro de Desenvolvimento; Jovens Empreendedores; e Formação de Redes Territoriais.
Conheça mais o trabalho da Adel em: http://adel-ce.blogspot.com.br/
Fonte: Adital Jovem

Assembleia de eleição do Conjuve acontece nesta quinta (12/4)

Acontece nesta quinta-feira (12/4) a assembleia de eleição dos representantes da sociedade civil que vão compor o Conselho Nacional de Juventude (Conjuve) no biênio 2012 e 2013. A assembleia acontecerá das 9h às 18h, no San Pieter Hotel, em Brasília-DF. O horário de credenciamento será das 9h às 12h, impreterivelmente.
Somente estarão credenciadas os (as) representantes das instituições habilitadas mediante apresentação de documento oficial com fotografia, respeitando os limites de idade. Em caso de troca de representante, deve ser apresentada procuração particular com firma reconhecida em nome do novo representante, conforme a Resolução nº 03/2012.
A eleição acontecerá em três assembleias, divididas pelas categorias: Movimentos, Associações ou Organizações da Juventude de atuação nacional; Fóruns e Redes da Juventude e Entidades de Apoio às Políticas de Juventude. Cada participante votará dentro de sua categoria, primeiramente nos membros titulares do Conjuve e, numa segunda votação, nos membros suplentes do Conselho.
ServiçoAssembleia de Eleição de representantes da sociedade civil do Conjuve
Data: 12 de abril (quinta-feira)
Hora: 9h às 18h
Local: San Pieter Hotel - Setor Hoteleiro Sul, Quadra 02, Bloco D, Brasília-DF

Fonte: www.juventude.gov.br

Conferência Nacional de Ater incorpora pauta da juventude rural

Jovens de todo o país estão se preparando para participar da 1ª Conferência Nacional sobre Assistência Técnica e Extensão na Agricultura Familiar e na Reforma Agrária (1ª Cnater), que será realizada de 23 a 26 de abril, em Brasília (DF). O evento será uma espaço para discussão de propostas que permitam aos jovens optar por viver no campo, e para a adoção de modelos de produção agroecológicos, os quais foram debatidos em  Conferência Temática da Juventude Rural e apresentados nas Conferências Estaduais.
Para a assessora especial de Juventude, do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), Ana Carolina Silva, o grande desafio está em integrar os jovens na construção das políticas públicas. “A realização da Conferência Temática de Juventude Rural possibilitou consolidar uma pauta dos jovens rurais para a 1ªCnater e alterou a forma de elaboração das políticas públicas, ampliando o diálogo entre governo e os movimentos sociais”, explicou.
Entre as contribuições da Conferência Temática de Juventude Rural, Ana Carolina destaca a criação de oportunidades para os jovens continuarem vivendo no campo, com uma oferta de Ater que promova o acesso a tecnologias de produção sustentável, numa perspectiva de transição para uma matriz produtiva agroecológica, aliada ao acesso à terra, crédito e educação.
Uma das muitas jovens, escolhida como delegada para a Conferência Nacional, a assentada da reforma agrária Sanderlene Ribeira dos Santos, que mora no Assentamento Sítio Passagem da Cobra, no município de Rio Tinto, no  Território da Cidadania Zona Da Mata Norte na Paraíba  afirma que a implementação de políticas públicas para a juventude rural é fundamental para evitar o êxodo rural. “Precisamos de políticas que garantam aos jovens a condição de permanecerem no campo, com qualidade de vida e com a possibilidade de desenvolver suas atividades agrícolas”.
Sanderlene destaca ainda que a oportunidade de construir políticas públicas com o recorte de juventude se aprofundou dentro do processo de discussão da 1ª Cnater. “Tivemos a oportunidade de inverter o modelo tradicional de construção de políticas, levando as propostas de nossa comunidade; e temos a certeza de que vamos encontrar espaço para o debate na conferência nacional”, frisou a jovem.
O coordenador do Comitê Permanente de Juventude Rural do Conselho Nacional de Desenvolvimento Rural Sustentável (Condraf) e técnico em agroecologia do Serviço de Tecnologia Alternativa de Pernambuco (Serta), Germano de Barros, afirma que a participação dos jovens nas etapas estaduais da 1ª Cnater tem sido expressiva. “Temos incorporado o debate do tema da juventude rural em todos os estados, onde os jovens estão apresentando, além do que será debatido na conferência nacional, questões específicas de cada estado”, destaca.
Barros reitera o grande desafio que é enfrentar o tema da sucessão do campo e que a aposta da juventude passa pela afirmação de uma produção agroecológica. “Estamos apontando a necessidade de construirmos uma matriz tecnológica de agroecologia, que de fato garanta a permanência do jovem no campo, e isso passa por questões ambientais, econômicas, produtivas, educacionais e culturais”, afirma.
“Queremos um rural mais do que produtor de alimentos, um rural com qualidade de vida, com cidadania plena e produção cultural, ampliando a produção não agrícola e garantindo renda e desenvolvimento para quem mora no interior do Brasil”, conclui Barros.
1ª Cnater - A 1ª Conferência Nacional sobre Assistência Técnica e Extensão na Agricultura Familiar e na Reforma Agrária (1ª Cnater) ocorre em um momento de intenso debate na sociedade civil e no governo em relação ao papel da Ater na qualificação das diferentes políticas públicas voltadas para a agricultura familiar. Estas discussões também apontam para a necessidade de estruturar um serviço de Ater efetivo para a promoção do desenvolvimento rural sustentável, a partir dos princípios e objetivos da Política Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural - Pnater, institucionalizada na Lei 12.188, de 11 de janeiro de 2010, a Lei de Ater.
A Conferência Nacional está estruturada em cinco Eixos: 1) Ater para o desenvolvimento rural sustentável; 2) Ater para a diversidade da agricultura familiar e a redução das desigualdades; 3) Ater e as políticas públicas; gestão, financiamento, demanda, e 4) Oferta dos serviços de Ater e metodologia de Ater.
A construção da Pnater foi feita com ampla participação social. A aprovação da Lei Geral, em 2010, consolidou a Ater como um serviço público fundamental para o desenvolvimento rural sustentável, com base na agricultura familiar. No âmbito do Plano Brasil Sem Miséria tem papel importante na erradicação da pobreza extrema no campo. A Lei também garante, nos próximos anos, a todos os agricultores e agricultoras familiares do país, o acesso aos serviços de Ater gratuitos e de qualidade, o que só será possível com o apoio e envolvimento das entidades governamentais e não governamentais, prestadoras de serviços de Ater, das representações da agricultura familiar, de governo, e da academia.
Assim, o tema “Ater para a Agricultura Familiar e Reforma Agrária e o Desenvolvimento Sustentável do Brasil Rural” foi definido como o tema geral da 1ª Cnater e irá orientar os mais de 700 participantes, entre delegados e convidados, do governo e da sociedade civil.
Fonte: Ministério do Desenvolimento Agrário

terça-feira, 3 de abril de 2012

Abaixo-assinado em defesa do mandato de Prestes



No mês em que o Partido Comunista do Brasil completa 90 anos, o senador Inácio Arruda (PCdoB-CE) apresentou proposta declarando nula a Resolução da Mesa do Senado Federal que extinguiu o mandato do Senador Luiz Carlos Prestes.

Por que Prestes deve voltar a ser senador*
Justificação
Luiz Carlos Prestes foi uma das personalidades mais marcantes da história brasileira, até hoje reverenciada por suas atividades políticas e militares, caracterizadas pelo nacionalismo e pela defesa das camadas sociais oprimidas.
Em 1945, Prestes foi eleito Senador pelo Partido Comunista do Brasil, com 157.397 votos e obtendo a maior votação proporcional da história política brasileira até então. Após a promulgação da nova Constituição, em 18 de setembro de 1946, Luiz Carlos Prestes assumiu seu mandato de Senador, passando a fazer parte da Comissão de Constituição e Justiça do Senado Federal.
Em 7 de maio de 1947, o Superior Tribunal Eleitoral, por três votos a dois, cancelou o registro do Partido Comunista do Brasil, numa decisão equivocada, desde sempre considerada um erro judiciário que manchou o novo regime democrático consagrado pela Constituição de 1946. De imediato, o Partido Comunista do Brasil recorreu ao Supremo Tribunal Federal contra a decisão.
Nesse ínterim surgiu a Lei nº 211, de 7 de janeiro de 1948, que objetivou extinguir o mandato dos parlamentares eleitos ou não sob legendas partidárias que tiveram cassadas o respectivo registro.
Com base nessa lei – promulgada após a diplomação e posse do Senador Luiz Carlos Prestes – a Mesa do Senado declarou extinto o mandato do Senador Prestes e de seu suplente, Abel Chermont, no dia 9 de janeiro de 1948, em Resolução publicada no Diário do Congresso de 10 de janeiro de 1948.
Dizia o art. 141, § 3º, da Constituição Federal de 1946:
“Art 141 (...) § 3º. A lei não prejudicará o direito adquirido, o ato jurídico perfeito e a coisa julgada.”
A toda evidência, a Lei nº 211, de 1948, não poderia retroagir para extinguir o direito do Senador Prestes. A Resolução da Mesa do Senado, portanto, estava maculada com vício de inconstitucionalidade.
O Senador Luiz Carlos Prestes foi eleito, diplomado e empossado sem nenhuma impugnação. O Partido Comunista do Brasil estava legalmente credenciado para disputar as eleições de 2 de dezembro de 1945. Luiz Carlos Prestes exerceu seu mandato até ser cassado pelo ato da Mesa do Senado, embora tivesse o direito ao exercício de seu mandato até 31 de janeiro de 1955, conforme determinava a Constituição então vigente.
O projeto que deu origem à Lei nº 211, de 1948, fora rejeitado na Comissão de Constituição e Justiça do Senado, mas aprovado pelo Plenário. Cabe lembrar que, durante essa votação, o Brasil se envolveu numa controvérsia diplomática com a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS), o que levou ao rompimento das relações entre os dois países – o governo brasileiro foi o primeiro do Ocidente a romper relações com a URSS após a Segunda Guerra Mundial, num ato lamentado até mesmo pelo governo dos Estados Unidos da América. Esse episódio foi explorado pela mídia governista da época, incitou a invasão das sedes e destruição de impressoras de jornais populares e o cerco da Câmara Municipal do Rio de Janeiro, que tinha maioria de vereadores comunistas. Foi nesse clima que o Senado aprovou um projeto de lei que havia sido considerado inconstitucional pela própria Comissão de Constituição e Justiça desta Casa.
Todo esse processo configura uma nódoa na história do Senado. Um estigma à espera de ser reparado. No dia 23 de maio de 1985, o então Presidente da República, José Sarney, recebeu, no Palácio do Planalto, o Constituinte comunista de 1947, João Amazonas, acompanhado do então deputado federal pelo PMDB baiano, Haroldo Lima, e ali foi anunciada a volta da legalidade do Partido Comunista. À época, o Presidente Sarney recebeu representantes de várias organizações políticas, sindicais e do movimento social e garantiu a liberdade de organização ampla no país. O Executivo se redimiu, assim, da postura antidemocrática assumida em 1948. Em 23 de junho de 1988, o Tribunal Superior Eleitoral deferiu a concessão do registro definitivo do Partido Comunista do Brasil. O Judiciário revogou, assim, o equívoco de 1947. Mas nada foi feito ainda em relação aos mandatos dos parlamentares do Partido Comunista do Brasil, arbitrariamente extintos em 1948.
Ainda hoje, 13 de março, a viúva de Luiz Carlos Prestes, dona Maria Prestes, agraciada com o Prêmio Bertha Lutz, desta Casa, expressou seu desejo de que esta injustiça seja sanada e o mandato devolvido ao primeiro parlamentar comunista a tomar assento no Senado.
Como se pode observar, além da mácula jurídica e inconstitucionalidade existentes na Resolução da Mesa do Senado, há também uma mácula política de um ato antidemocrático de cassação de parlamentar eleito pelo povo. Esta proposta busca reparar esse duplo erro, fazendo Justiça à história e à nação brasileira.
***
A íntegra da Proposta de Resolução nº 4/2012 do Senado:
O SENADO FEDERAL resolve:
Art. 1º Declarar nula a Resolução da Mesa do Senado Federal, adotada em 9 de janeiro de 1948, que extinguiu o mandato do Senador Luiz Carlos Prestes e de seu respectivo suplente, Abel Chermont, publicada no Diário do Congresso de 10 de janeiro de 1948.
Art. 2º Esta Resolução entra em vigor na data de sua publicação.

* Por Carlos Pompe
 Fonte: www.ujs.org.br

Uma morte, o estopim


Trecho retirado do Capítulo Especial 2 (1968): De cara com a utopia: Com a morte de um estudante secundarista, o povo sai às ruas e manifesta seu repúdio à ditadura do livro UBES Rebeldia Consequente: A História do Movimento Estudantil Secundarista do Brasil, da historiadora Raisa Marques e do jornalista André Cintra, publicado em 2009.



Uma morte, o estopim
Os grandes conflitos entre a ditadura militar e o movimento estudantil em 1968 têm como estopim a morte de um secundarista, Edson Luís de Lima Souto, no Rio de Janeiro. “A reação à morte do Edson Luís foi de uma amplitude, de uma radicalidade que ninguém imaginava, mesmo os que achavam que o ano seria de mobilizações. Mas rapidamente a gente percebeu o potencial de mobilização para além da universidade — até porque o Edson Luís não era universitário, mas secundarista”, recorda-se o economista Jean Marc von der Weid, que foi eleito presidente da UNE em 1969.
Edson Luís foi assassinado durante uma manifestação em frente ao Restaurante Central dos Estudantes, num prédio do centro do Rio de Janeiro. Conhecido como Calabouço, por ter abrigado escravos presos no Império, o enorme restaurante era uma espécie de patrimônio dos estudantes, custeado pelo Ministério da Educação. “Posso dizer que aquela comida de bandejão era muito ruim. Mas havia uma coisa boa: aquela garotada pobre que circulava por ali, perto do Centro da cidade, podia almoçar por um preço muito baixo, como se fosse um restaurante universitário, só que fora da universidade”, lembra o jornalista e ex-vice-presidente da UBES (1968), Bernardo, em entrevista ao MME. “Uma pessoa se inscrevia lá, ganhava uma carteirinha e podia almoçar no Calabouço. Como juntava 10 mil estudantes por dia, inevitavelmente, se transformou num centro de efervescência estudantil.”
De fato, o restaurante tinha fama de servir refeições horríveis, mas a preços extremamente baixos, “qualquer coisa assim como centavos”, segundo Bernardo Joffily. “Eram milhares de estudantes naquele galpão enorme — e, de repente, um estudante subia na cadeira e dizia: ‘Companheiros, acabo de descobrir uma barata aqui na sopa, no meu feijão, na minha bandeja’. E aí todo mundo batia com os garfos. Já era combinado, todo mundo já sabia, não precisava ninguém explicar. Todos batiam com os garfos nas bandejas, faziam aquela barulhada imensa em protesto contra a barata descoberta”, diz Bernardo.
O Calabouço, de qualquer maneira, foi adotado pela estudantada. Para se ter uma ideia de sua importância, um grupo de frequentadores, liderado por Elianor Brito, criou a Feuc (Frente Unida dos Estudantes do Calabouço), com o objetivo de melhorar as condições de funcionamento do restaurante. No governo Costa e Silva, os subsídios do Ministério da Educação para o projeto minguaram, a tal ponto que, em setembro de 1967, uma ampla reforma do Calabouço foi interrompida sem anúncio nem explicações. Além disso, os militares ameaçavam demolir o prédio para a construção de um viaduto. Em resposta, os estudantes a realizarem vários protestos durante meses.
Uma dessas manifestações ocorreu na noite de 28 de março de 1968, uma quinta-feira. Cerca de 600 estudantes discutiam os detalhes de uma passeata agendada para o dia seguinte, que reivindicaria melhorias para o Calabouço e o fim da ditadura. Mas a Polícia Militar, avisada de antemão, cercou o restaurante em clima de guerra, imaginando que os manifestantes tacariam pedras na embaixada americana. Com seis carros ao redor do local, os policiais já chegaram com cassetetes em mãos. “Vão lá e quebrem tudo”, tinha ordenado o tenente Alcindo Costa. De repente, começaram os tiros — o Calabouço era metralhado sem parar. “Ao lado do galpão do restaurante funciona o Instituto Cooperativa de Ensino, onde é ministrado um curso do artigo 99 (Madureza). No momento da invasão estava sendo dada aula de Geografia. O professor protestou e foi espancado pelos policiais”, registrou a Folha de S.Paulo.
Uma bala perdida atingiu o comerciário Telmo Matos Henrique, que estava num prédio vizinho. Dois estudantes também foram atingidos — o próprio Edson Luís, no peito, e também Benedito Frasão Dutra, no braço e na cabeça. Dezenas de pessoas estavam feridas. Quando o massacre policial acabou, Edson Luís e Benedito foram levados à Santa Casa de Misericórdia, que ficava a três quarteirões de distância. Nenhum sobreviveu. Benedito foi internado em estado grave, permaneceu em coma na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) e morreu no dia seguinte, aos 20 anos. Edson Luís chegou ao hospital já sem vida, vítima de um tiro à queima-roupa, no peito, que saiu da arma calibre 45 do comandante da tropa, aspirante a PM Aloísio Raposo. Um assassinato, enfim, com a marca da covardia contra um jovem e indefeso estudante.
Em O Poder Jovem, Poerner descreveu o secundarista morto, filho de uma lavadeira, como “um menino ainda — completara 18 anos em 20 de fevereiro —, parecia baixinho, a pele morena e os cabelos bem pretos e lisos de caboclo nortista. Os dentes — tinha-os estragado, como a maioria dos jovens do nosso país. órfão de pai, viera, havia três meses, de Belém do Pará, para cursar o artigo 99 do 1º ciclo (uma espécie de supletivo) no Instituto Cooperativo de Ensino, anexo do Calabouço, onde passava a maior parte do dia, inclusive auxiliando em serviços burocráticos de secretaria e de limpeza do estabelecimento, pois não conseguira emprego”. Edson, segundo Bernardo, “era uma pessoa meio que adotada pelo movimento. Não era uma liderança, mas uma pessoa muito querida. Foi morto porque estava numa passeata contra o fechamento de um restaurante estudantil — essa é a moral da história”.

O Rio vela Edson Luís
Os estudantes que esperavam na Santa Casa decidiram sair com o corpo de Edson Luís pelas ruas e denunciar o crime — mais um — cometido pela ditadura contra o movimento estudantil. O povo se sensibilizou de imediato, segundo Jean Marc von der Weid. “A mobilização que se fez em torno disso, se fez dirigida para a classe média da Zona Sul. Fui eu que inventei a fórmula de parar os espetáculos em todos os teatros da Zona Sul para fazer a denúncia do assassinato do Edson Luís. Parei pessoalmente seis teatros e alguns cinemas. No começo, fazíamos com certa hesitação, mas depois fomos adquirindo confiança e as pessoas aderiam. Claro, havia sempre um sujeito que exigia o seu dinheiro de volta, brigava. Uma vez, quando a gente paralisou o Teatro Princesa Isabel, um coronel se levantou e disse que prenderia a gente. O público vaiou. A peça Roda Viva estava sendo apresentada nesse dia, e eu comecei a fazer uma denúncia dramática do assassinato do Edson Luís. De repente, Marieta Severo explode em soluços ao meu lado.”
O corpo do estudante morto foi conduzido até a antiga sede da Assembleia Legislativa da Guanabara, na Cinelândia. Impedidos pela multidão de entrarem, agentes da PM e do Dops ameaçavam lançar bombas de gás. Faltou-lhes coragem. Nas ruas, a mobilização e os protestos continuavam. O governador Negrão de Lima mandou soltar os 14 estudantes presos na passeata e suspendeu as aulas em todos os estabelecimentos de ensino. A essa altura, as inúmeras faculdades do Rio já estavam em greve.
“As pessoas começaram a entrar noite adentro. Circulavam em bares da Zona Sul, faziam discurso e passavam o chapéu para recolher dinheiro para fazer o enterro do Edson Luís. Foi um agito generalizado”, diz Jean Marc. Segundo Bernardo, “a escadaria (da Assembleia) se transformou num palanque. As pessoas chegando, as escolas e faculdades fechando espontaneamente, e toda aquela massa de gente indo para a Cinelândia se somar ao velório”.
Dentro da Assembleia, o corpo de Edson foi posto sobre a Mesa Diretora e coberto pela bandeira nacional, por cartazes de protesto e por um caderno do próprio estudante. Dois médicos fizeram então a autópsia, acompanhados do secretário estadual de Saúde. Lideranças de diversas entidades clandestinas discursavam. Ao lado do caixão, proliferavam faixas com palavras-de-ordem, como “Assassinaram um estudante. Poderia ser seu filho” e “Brasil, seus filhos morrem por você”. Segundo o jornal O Dia, “até às 15 horas, os estudantes haviam recebido, de donativos, três mil cruzeiros novos, que se destinarão à construção de uma estátua, em homenagem ao morto, em frente ao Restaurante Central dos Estudantes. O restante, segundo ficou deliberado, seria enviado à família do estudante, em Belém do Pará e custearia os funerais, pois foi recusado o oferecimento do governo estadual”.
Ao fim da tarde de 29 de março, assistiu-se a uma das maiores mobilizações da história do Brasil até então. Milhares de pessoas faziam fila para velar o corpo de Edson Luís. Artistas, sindicalistas e intelectuais compareciam. Na presença de 60 mil pessoas, o corpo de Edson Luís fez seu último trajeto. “Coberto pela bandeira nacional, o caixão desceu as escadarias da Assembleia sob os acenos de milhares de lenços. O povo entoava o Hino Nacional. Do alto dos edifícios caíam pétalas de flores e papéis picados. A multidão gritava ‘Desce! Desce’ para que os que, nas janelas, se limitavam a içar bandeiras negras. Muitos desciam e se integravam ao acompanhamento”.
Foram mais de três horas de um cortejo inesquecível até o Cemitério São João Batista. Anoitecia e, para ofuscar o protesto, autoridades deixaram de acionar parte da iluminação pública. De nada adiantou. Velas e lanternas carregadas pelas pessoas iluminavam a passeata. “A gente parou em frente ao prédio da UNE para fazer uma reverência. O prédio da UNE, que tinha sido fechado pela ditadura e não estava funcionando. Foi um dos momentos mais emocionantes. Lembro também que já estava escurecendo e algum dono de mercearia teve a ideia de doar todo o estoque de velas que ele tinha”, afirma Bernardo.
Jean Marc agrega: “A manifestação no enterro do estudante foi absolutamente monumental. Há quem fale de cem mil na manifestação posterior. Certamente não havia cem mil. Mas no enterro, sim. Foi uma imensa manifestação, com um itinerário enorme, do centro da cidade até o Cemitério São João Batista, com muita mobilização de gente. Foi um marco. O ano político começou com esse fato”. Edson Luís, segundo Bernardo Joffily, “não foi o primeiro morto da ditadura militar, mas foi, digamos assim, o primeiro morto público da ditadura militar. Eu acredito que, naquele dia, o Brasil aprendeu melhor o que era o regime”. Para Artur Poerner, “foi o momento de apogeu do movimento estudantil. Os estudantes eram, naquele momento, a vanguarda da resistência à ditadura militar”.
O grande feito dos estudantes, até aquele momento, foi ter despertado o povo para o fiasco do regime militar.

 Fonte:www.ujs.org.br

domingo, 25 de março de 2012

Sou PC do B Tenho 90 Anos de História.

Seu itinerário de 90 anos de lutas se funde com as diferentes etapas da história do País. Constante nesta trajetória é a bandeira do socialismo que, na atualidade, - rejuvenescido e renovado pela experiência histórica - é apresentado pelo PCdoB como a alternativa capaz de assegurar um novo avanço civilizacional para o Brasil - salto este que hoje tem por caminho a realização do Novo Projeto Nacional de Desenvolvimento.



Desde a sua formação, em 1922, o PCdoB contou com o talento de personalidades como Astrojildo Pereira, que se destacou em meados do século passado. Mas a expressão popular veio com o Luiz Carlos Prestes, até o período recente, quando se agiganta o papel de João Amazonas e Aldo Rabelo.



O PCdoB desde o princípio defendeu a formação de uma frente de esquerda para lançar Luiz Inácio Lula da Silva candidato à Presidência da República, tendo apoiado o PT nas eleições de 1989, 1994, 1998, 2002 e 2006. Na última campanha presidencial, o partido apoiou Dilma Rousseff.



quinta-feira, 22 de março de 2012

UJS Potengi na luta

São mais de 100 mil filiados, atuando em diversas frentes. Nascemos com as Diretas Já, encabeçamos os “Caras-Pintadas”, combatemos o neoliberalismo de FHC e tivemos papel de destaque na campanha por Lula em 2002. Defendemos as bandeiras da juventude e lutamos pelo Brasil.



Rudnei e Edson Veriato
Em Potengi sempre tivemos nossa atuação nas escolas com Grêmios estudantis criamos a União Municipal dos Estudantes Secundarista - UMESP realizamos inúmeras manifestações uma das principais foi realizada em apoio aos estudantes da Escola Estadual Menezes Pimentel onde reenvidicamos do Governo do Estado do Ceara " Cid Gomes" a reforma da Escola e a Construção da Quadra Esportiva que á 12 anos era prometida pelos os governos com participação do diretor da União Brasileira dos Estudantes Secundarista - UBES "Jerson Menezes", convocamos a imprensa regional para fazer a cobertura e com exito obtivemos resposta em canal de televisão no dia seguinte e com 4 meses depois começaram as reformas e etc.. Todos os anos realizávamos campanhas de conscientização para a nossa juventude nas escolas, conseguimos construir um projeto politico para o desenvolvimento do nosso Município, onde pela primeira vez um grupo de jovens passa a fazer politica partidária, conseguindo eleger um representante do Pc do B para administrar o nosso município, elegendo assim o jovem Dr Samuel com a responsabilidade de mudar nosso querido Potengi. Repasso aqui só algumas das mais importantes mobilizações realizada pela a UJS Potengi, em todo esse processo enfrentamos policia militar as forças politica na época que por sinal eram fortes e truculentas mais não desistimos!! Passamos quase 4 anos sem muitas atividades, realizando sempre, mais não com toda aquela força, hoje estamos atuando com bem menos jovens mais fazendo a diferença, nas comunidades rurais estamos a frente da Federação das Entidades Comunitárias do Município de Potengi- Fecemp com a coordenação de 28 Associações entre elas duas de Remanescente de Quilombolas, mais de 45 comunidades e em todas elas há projetos de nossa iniciativa como é o caso das comunidades de Melosa, Alto Alegre, Morrinhos, Boa Vista, Chapada da Torre, Quaresma, Catolé, Bela Vista e Caraíbas com projeto de Abastecimento de Agua sem contar os da agricultura familiar para desenvolver mais de 45 comunidades, com atuação nos conselhos municipais que são eles Conselho Municipal do Desenvolvimento Sustentável-CMDS, Conselho Municipal dos Direitos da Criança e Adolescentes- CMDCA, Conselho Municipal dos Direitos do Idoso- CMDI, Conselho Municipal de Assistência Social CMAS, Conselho Municipal de Meio Ambiente-COMDEMA, Conselho Gestor do Fundo de Habitação de Interesse Social-CGFHI.

Fundamos a Associação Ibitiara Esporte Clube para organizar a juventude do esporte, Criamos uma Associação do Jovens Atitude Revolucionaria Socialista-ARS e estamos criando o Conselho Municipal da Juventude.... Tem muito mais coisas feita pela juventude Socialista!!!! A juventude não para !!!

Fortalecer a União da Juventude Socialista UJS de Potengi para da continuidade aos trabalhos com mais consistencia e fortalecer o projeto para construir um Brasil Socialista começando primeiro pelos nossos municípios de todo brasil, vivemos hoje em um país progressista mais é preciso avançar o projeto de mudança e para isso a juventude tem que esta a fim!!! tem que se unir!!!!.

Estamos na luta, sempre tivemos.




Edson Veriato

Presidente Municipal da UJS Potengi

Diretor Estadual da UJS Ceará



terça-feira, 20 de março de 2012

Luís Carlos Prestes

Filho de Antonio Pereira Prestes e Leocádia Pereira Prestes,[1] formou-se no secundário no Colégio Militar e em Engenharia Militar pela Escola Militar do Realengo [1] no Rio de Janeiro, em 1919, atual Academia Militar das Agulhas Negras. Foi engenheiro ferroviário na Companhia Ferroviária de Deodoro, como tenente, até ser transferido para o Rio Grande do Sul.

O início do movimento rebelde

Preocupado em garantir uma boa alimentação para a tropa, contratou um padeiro e um cozinheiro, também organizou as atividades e o tempo dos seus subordinados de maneira que todos pudessem estudar (em 3 meses, não havia analfabetos na companhia), receber educação física e instrução militar, além de trabalharem na construção da linha férrea que ligaria Santo Ângelo a Giruá. [2] Em outubro de 1924, já capitão, Luís Carlos Prestes liderou um grupo de rebeldes na região missioneira Rio Grande do Sul, saiu de Santo Ângelo, e se dirigiu para São Luiz Gonzaga onde permaneceu por dois meses aguardando munições do Paraná, que não vieram. Aos poucos foi formando o seu grupo de comandados que vieram de várias partes da região. Rompendo o famoso "Anel de ferro" propagado pelos governistas, rumou com sua recem formada coluna para o norte até Foz do Iguaçu. Na região sudoeste do estado do Paraná, o grupo se encontrou e juntou-se aos paulistas, formando o contingente rebelde chamado de Coluna Miguel Costa-Prestes, com 1500 homens, que percorreu por dois anos e cinco meses 25.000 km. Em toda esta volta, as baixas foram em torno de 750 homens devido à cólera, à impossibilidade de prosseguir por causa do cansaço e dos poucos cavalos que tinham, e ainda poucos homens que morreram em combate.

Os estudos na Bolívia e na União Soviética

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Prestes, apelidado de "Cavaleiro da Esperança", passa a estudar marxismo na Bolívia, para onde havia se transferido no final de 1928, quando a maioria da Coluna Miguel Costa-Preste havia se exilado. Lá travava contato com os comunistas argentinos Rodolfo Ghioldi e Abraham Guralski, este último dirigente da Internacional Comunista (IC).
Em 1930 retorna clandestinamente a Porto Alegre onde chega a ter dois encontros com Getúlio Vargas. Convidado a comandar militarmente a Revolução de 30, recusa-se a apoiar ao movimento, colocando-se contra a aliança entre os tenentistas e as oligarquias dissidentes.
Em 1931, muda-se para a União Soviética a convite do país. Lá, trabalha como engenheiro e dedica-se a estudos marxistas-leninistas. Por pressão do Partido Comunista da União Soviética, é aceito como filiado pelo PCB, em agosto de 1934.
Sendo eleito membro da comissão executiva da Internacional Comunista, volta como clandestino ao Brasil em dezembro de 1934, acompanhado pela alemã Olga Benário, também membro da IC. Seu objetivo era liderar uma revolução armada no Brasil, decidido em Moscou.

O comando da ANL e a deportação de Olga

No Brasil, Prestes encontra o recém constituído movimento Aliança Nacional Libertadora (ANL), de cunho antifascista e anti-imperialista, que congregava tenentes, socialistas e comunistas descontentes com o Governo Vargas. Mesmo clandestino, o Cavaleiro da Esperança é calorosamente aclamado presidente de honra da ANL em sua sessão inaugural no Rio de Janeiro.
Prestes procura então aliar o enorme crescimento da ANL, com a retomada de antigos contatos no meio militar para criar as bases que julgava capazes de deflagrar a tomada do poder no Brasil. Em julho de 1935 divulga um manifesto exigindo "todo o poder" à ANL e a derrubada do governo Vargas.
Vargas aproveita a oportunidade e declara a ANL ilegal, o que não impede Prestes de continuar a organizar o que acabou por ficar conhecido como a Intentona Comunista.
Em novembro eclode a insurreição nas guarnições do exército de Natal, Recife e Rio de Janeiro (então Distrito Federal), mas é debelada por Vargas, que desencadeia um violento processo de repressão e prisões.
Suspeitou-se que uma moça chamada Elvira Cupelo Colônio, mais conhecida como "Elza Fernandes", a qual namorava o então Secretário-Geral do Partido Comunista do Brasil (PCB), Antonio Maciel Bonfim —o "Miranda"–, estaria delatando os companheiros à polícia. Considerada uma ameaça naquela circunstância, uma vez que, sob tortura, poderia entregar diversos companheiros à prisão e à tortura, a jovem foi condenada à morte pelo "tribunal vermelho". Prestes era soldado do Partido, e a esses soldados não se admitiam crises de consciência." [3][4]
Como um dos membros do tribunal opôs-se à condenação, Prestes escreveu uma carta célebre aos correligionários: Fui dolorosamente surpreendido pela falta de resolução e vacilação de vocês. Assim não se pode dirigir o Partido do Proletariado, da classe revolucionária." … "Por que modificar a decisão a respeito da "garota"? Que tem a ver uma coisa com a outra? Há ou não há traição por parte dela? É ou não é ela perigosíssima ao Partido…?" … "Com plena consciência de minha responsabilidade, desde os primeiros instantes tenho dado a vocês minha opinião quanto ao que fazer com ela. Em minha carta de 16, sou categórico e nada mais tenho a acrescentar…" … "Uma tal linguagem não é digna dos chefes do nosso Partido, porque é a linguagem dos medrosos, incapazes de uma decisão, temerosos ante a responsabilidade. Ou bem que vocês concordam com as medidas extremas e neste caso já as deviam ter resolutamente posto em prática, ou então discordam mas não defendem como devem tal opinião."
Alguns dias depois Elvira Colônio foi estrangulada com uma corda, em uma casa da Rua Mauá Bastos, Nº 48-A, na Estrada do Camboatá. O corpo foi enterrado no quintal da casa.
Na época, Moscou criara em Montevidéu, Uruguai, o Secretariado Latino Americano que operava clandestinamente e queria aproximar as organizações comunistas da América Latina de Moscou. Olga e Prestes eram apoiados financeira e logisticamente através desta organização. Após o fracasso da Intentona Comunista e a descoberta destas operações, o Uruguai rompeu relações com a União Soviética, no final de 1935. [5]
Em março de 1936, Prestes é preso, perde a patente de capitão e inicia uma pena de prisão que durará nove anos. Sua companheira Olga Benário, grávida, é deportada e morre na câmara de gás no campo de concentração nazista Ravensbrück. A criança, Anita Leocádia Prestes, nasceu em uma prisão na Alemanha, mas foi resgatada pela mãe de Prestes, após intensa campanha internacional.[6]

O fim do Estado Novo, anistia, e a volta à clandestinidade

Com o fim do Estado Novo, Prestes foi anistiado, elegendo-se Senador. Foi Senador de 1946 a 1948.[1]
Assumiu a secretaria geral do PCB. O registro do partido foi cassado, e novamente Prestes foi perseguido e voltou à clandestinidade.
Na Assembleia Constituinte de 1946, Prestes liderava a bancada comunista de 14 deputados composta por, entre outros, Jorge Amado, eleito pelos paulistas, Carlos Marighela, pelos baianos, João Amazonas, o mais votado do país, escolha de 18.379 eleitores do Rio, e o sindicalista Claudino Silva, único constituinte negro, também eleito pelo Rio.
Durante a Constituinte, Prestes fechou questão, a favor da emenda nº 3.165, de autoria do deputado carioca Miguel Couto Filho, tal emenda dizia: "É proibida a entrada no país de imigrantes japoneses de qualquer idade e de qualquer procedência".[7]
Em 1951, conheceu sua segunda companheira, a pernambucana Maria, que passa a se chamar Maria Prestes. Maria era mãe de dois meninos, Pedro e Paulo. Da união com Prestes nasceram outros sete filhos: João, Rosa, Ermelinda, Luiz Carlos, Zoia, Mariana e Yuri. Prestes e Maria viveram juntos por 40 anos, até a morte de Prestes.
Em 1958, Prestes teve sua prisão decretada, porém foi revogada por mandado judicial.

] Ditadura militar

Após o golpe militar de 1964, com o AI-1, Prestes teve seus direitos de cidadão novamente revogados por dez anos. Foi perseguido pelo Governo, mas conseguiu fugir. Ao revistar sua casa, a polícia encontrou uma série de cadernetas que deram base a inquéritos e processos, como o que condenou Giocondo Dias.
Exilou-se na União Soviética no final dos anos 1960, regressando ao Brasil devido à Anistia de 1979.
Os membros do PCB que também voltavam do exílio após o regime militar, de orientação eurocomunista, e que se tornaram maioria no Comitê Central do Partido, não mais aceitaram suas orientações, por considerarem-nas retrógradas, rígidas demais e pouco adaptadas aos tempos de então. Destituíram-no da liderança do PCB. Por divergências com o comitê central do partido, lança a Carta aos Comunistas, em que defende uma política de maior enfrentamento ao regime e uma reconstrução do movimento comunista no país. Em 1982, conjuntamente a vários militantes, sai do PCB,ingressando no PDT. Milita em diversas causas, como o não pagamento da dívida externa latino-americana e pela eleição de Leonel Brizola em 1989.

Representações na cultura

Luís Carlos Prestes já foi retratado como personagem no cinema e na televisão. No cinema, o filme "O País dos Tenentes" (João Batista de Andrade/1987)onde LCP é interpretado por Cassiano Ricardo, que depois o representou também na novela Kananga do Japão (1989) e Caco Ciocler no filme Olga (2004).
Em 1997, foi lançado o documentário Prestes, o cavaleiro da esperança e em 1998, no ano do centenário de seu nascimento, a escola de samba Acadêmicos do Grande Rio o homenageou em seu desfile no grupo especial do carnaval do Rio de janeiro com enredo Cavaleiro da Esperança, obtendo o 8° posto.
O cantor e compositor Taiguara, que foi um grande amigo e seguidor de Prestes, fez a canção Cavaleiro da Esperança em sua homenagem, assim como a banda pernambucana Subversivos também fez uma canção em sua homenagem com o mesmo nome.
Jorge Amado em prosa e verso retrata a saga da coluna Prestes em seu livro O Cavaleiro da Esperança, publicado em 1944.
O poeta chileno Pablo Neruda, em seu livro mais aclamado, Canto Geral (obra que remonta a história da América Latina do ponto de vista dos povos explorados), dedicou um poema a Luís Carlos Prestes. Nele, Prestes é chamado por Neruda de "claro capitão". O poema foi lido em visita ao Brasil do poeta comunista no ano de 1945, no estádio do Pacaembu: "Quantas coisas quisera hoje dizer, brasileiros…"

Carlos Marighella

Um dos sete filhos do operário Augusto Marighella, imigrante italiano da região da Emília, terra de destacados líderes italianos, e da baiana Maria Rita do Nascimento, negra e filha de escravos africanos trazidos do Sudão (negros hauçás), nasceu na capital baiana, residindo na Rua do Desterro 9, Baixa do Sapateiro, onde concluiu o seu curso primário e o secundário e, em 1934 abandonou o curso de Engenharia Civil da Escola Politécnica da Bahia para ingressar no Partido Comunista do Brasil (PCB). Torna-se então, militante profissional do partido e se muda para o Rio de Janeiro, trabalhando na reorganização do PCB.
Conheceu a prisão pela primeira vez em 1932, após escrever um poema contendo críticas ao interventor Juracy Magalhães. Libertado, prosseguiria na militância política, interrompendo os estudos universitários no terceiro ano, em 1932, quando deslocou-se para o Rio de Janeiro.
Em 1º de maio de 1936, durante a ditadura na Era Vargas, foi preso por subversão e torturado pela polícia de Filinto Müller. Permaneceu encarcerado por um ano. Foi solto pela “macedada” (nome da medida que libertou os presos políticos sem condenação). Ao sair da prisão entra para a clandestinidade, até ser recapturado, em 1939. Novamente é torturado e fica na prisão até 1945, quando é beneficiado com a anistia pelo processo de redemocratização do país.
Elege-se deputado federal constituinte pelo PCB baiano em 1946, mas perde o mandato em 1948, em virtude da nova proscrição do partido. Volta para a clandestinidade e ocupa diversos cargos na direção partidária. Convidado pelo Comitê Central, passou os anos de 1953 e 1954 na China, a fim de conhecer de perto a recente revolução chinesa. Em maio de 1964, após o golpe militar, é baleado e preso por agentes do Dops dentro de um cinema, no Rio. Libertado em 1965 por decisão judicial, no ano seguinte opta pela luta armada contra a ditadura, escrevendo A Crise Brasileira. Em dezembro de 1966, renuncia à Comissão Executiva Nacional do PCB. Em agosto de 1967, participa da I Conferência da OLAS (Organização Latino-Americana de Solidariedade), realizada em Havana, Cuba, a despeito da orientação contrária do PCB. Aproveitando a estada em Havana, redige Algumas questões sobre a guerrilha no Brasil, dedicado à memória do comandante Che Guevara e tornado público pelo Jornal do Brasil em 5 de setembro de 1968. É expulso do partido em 1967 e em fevereiro de 1968 funda o grupo armado Ação Libertadora Nacional. Em setembro de 1969, a ALN participa do sequestro do embaixador norte-americano Charles Elbrick, em uma ação conjunta com o Movimento Revolucionário 8 de Outubro (MR-8).[2]
Com o recrudescimento do regime militar, os órgãos de repressão concentram esforços em sua captura. Na noite de 4 de novembro de 1969 Marighella foi surpreendido por uma emboscada na alameda Casa Branca, na capital paulista. Ele foi morto a tiros por agentes do DOPS, em uma ação coordenada pelo delegado Sérgio Paranhos Fleury. A ALN continuou em atividade até o ano de 1974. O sucessor de Marighella no comando da ALN foi Joaquim Câmara Ferreira, que também foi morto por Fleury no ano seguinte. Os militantes mais atuantes em São Paulo eram Yuri Xavier Ferreira e Ana Maria Nacinovic, que continuaram fazendo panfletagem contra a ditadura até meados de 1972, quando também foram mortos numa emboscada no bairro da Mooca, ao saírem do restaurante Varela. Dezoito de seus militantes foram mortos e cinco foram considerados desaparecidos. O último líder da ALN foi Carlos Eugenio Sarmento da Paz, sobreviveu auto-exilando-se na França, e voltando ao Brasil após a anistia.
Em 1996, o Ministério da Justiça reconheceu a responsabilidade do Estado pela morte de Marighella; em 7 de março de 2008 foi decidido que sua companheira Clara Charf deveria receber pensão vitalícia do governo brasileiro [3].

[editar] Morte

Em uma emboscada preparada contra Marighella, foram detidos Tito e seus amigos de convento (exceto Frei Oswaldo). Frei Fernando foi obrigado a combinar um encontro com Marighella. Eles tinham um código que auxiliou na emboscada: "Aqui é o Ernesto, vou à gráfica hoje". O encontro foi marcado na Alameda Casa Branca, uma rua próxima ao centro da cidade de São Paulo.
No dia do encontro, havia uma caminhonete com policiais e um automóvel, com supostos namorados (onde Fleury disfarçou-se), além do fusca com Fernando e Ivo.
Ao chegar na Alameda, às 20h00, dirigiu-se ao Fusca e entrou na parte traseira. Frei Ives e Fernando saíram rapidamente do carro e se jogaram no chão. Percebendo a emboscada, imediatamente reagiu à prisão e foi morto. Marighella seguiu as normas de seu manual. Portava um revólver e levava duas cápsulas de cianureto. Além de Marighella, outras três pessoas foram atingidas durante o tiroteio:
  • Estela Borges Morato, investigadora do DOPS que simulou namorar Fleury, morta no tiroteio.
  • Friederich Adolf Rohmann, protético que passava pelo local, morto no tiroteio.
  • Rubens Tucunduva, delegado envolvido na emboscada, que ficou ferido gravemente no tiroteio.

[editar] Escritos

Marighella escrevia poesias e, aos 21 anos, durante as aulas de engenharia divertia professores e colegas fazendo provas em verso. Da mesma forma, compôs em versos ataques ao interventor baiano Juracy Magalhães, fato que lhe valeu sua primeira prisão, seguida de tortura, em 1932. Ainda na prisão, desta feita em 1939,[nota 1] ele compôs o poema "Liberdade"[4]
"(...)E que eu por ti, se torturado for,
possa feliz, indiferente à dor,
morrer sorrindo a murmurar teu nome.".[5]
Sua obra poética está reunida no livro Rondó da Liberdade.

[editar] Algumas questões sobre a guerrilha no Brasil

[editar] A crise brasileira

Trabalho teórico no qual analisa a conjuntura nacional a partir da estrutura de classes do Brasil e critica o PCB por resguardar-se de qualquer atividade consequente, acomodado na ideia de um processo eleitoral limpo, e, ao mesmo tempo, refratário ao divórcio da burguesia.

[editar] Minimanual do Guerrilheiro Urbano

O Minimanual do Guerrilheiro Urbano foi escrito em 1969, para servir de orientação aos movimentos revolucionários e libertários. Circulou em versões mimeografadas e fotocopiadas, algumas diferentes entre si, sem que se possa apontar qual é a original. Nesta obra, detalhou táticas de guerrilha urbana a serem empregadas nas lutas contra governos ditatoriais. Nos anos 80, a CIA – Central Inteligence Agency, dos Estados Unidos, fez traduções em inglês e espanhol para distribuir entre os serviços de inteligência do mundo inteiro e para servir como material didático na Escola das Américas, por ela mantida, no Panamá.

[editar] Outros escritos políticos

Alguns escritos políticos de Marighella, embora redigidos por ele em português, ganharam primeiro uma edição em outra língua, devido à censura imposta a obras do gênero pelo regime militar brasileiro. É o caso de Pela Libertação do Brasil, que, em 1970, ganhou uma versão na França financiada por intelectuais marxistas.
Estão disponíveis em português: Alguns Aspectos da Renda da Terra no Brasil (1958), Algumas Questões Sobre as Guerrilhas no Brasil (1967) e Chamamento ao Povo Brasileiro (1968).

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É importante esclarecer que este BLOG, em plena vigência do Estado Democrático de Direito, exercita-se das prerrogativas constantes dos incisos IV e IX, do artigo 5º, da Constituição Federal. Relembrando os referidos textos constitucionais, verifica-se: “é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato" (inciso IV) e "é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença" (inciso IX). Além disso, cabe salientar que a proteção legal de nosso trabalho também se constata na análise mais acurada do inciso VI, do mesmo artigo em comento, quando sentencia que "é inviolável a liberdade de consciência e de crença".

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